Shalom, hoje nós vamos falar um pouco sobre o nome de Deus e a Física Quântica. Niels Bohr, um dos criadores da Física Quântica, fez uma réplica para o cientista mais famoso que nós tivemos no século XX, que foi Albert Einstein, ele disse o seguinte para Einstein, Einstein, não diga a Deus o que fazer. Albert Einstein estava insatisfeito com o que ele chamava de fantasmagórica teoria quântica, que implicava que a realidade era quase aleatória e impossível de entender.
No nível observável mais fundamental da existência física, as menores expressões de energia e massa se comportavam de um modo que era totalmente desconcertante. Como muitas pessoas, Einstein achou isso difícil de aceitar, e então ele argumentou que Deus não joga dados, ou seja, o universo natural é, ou deveria ser, ordenado, segundo a visão de Einstein. Surpreendentemente, a antiga Bíblia hebraica tem algumas coisas em comum com a moderna Física Quântica.
Na verdade, a Bíblia expressa uma visão global bastante semelhante do universo. Em correler, no livro de Eclesiastes, no capítulo 7, no versículo 24, nós temos um dos muitos versículos que falam do grande e insondável mistério dessa realidade. Eu vou ler aqui para vocês, Eclesiastes 7,24, que diz assim, o que já sucedeu é remoto e profundíssimo.
Quem o achará? Em outra versão, Eclesiastes 7,24, está assim, tudo o que aconteceu está além da compreensão humana, é muito mais profundo do que qualquer um possa imaginar. Provavelmente Bohr teria gostado muito desse versículo, mais do que Einstein, com certeza. Entretanto, uma outra possível semelhança entre a Física Quântica e a Bíblia hebraica, a nossa Bíblia, diz respeito ao nome de Deus, o tetragrama, o nome sagrado, as quatro letras, Yahweh.
As pessoas se perguntam e argumentam sobre esse nome já há muitos séculos, muito tempo. Um grande número de diferentes teorias tenta definir a sua pronúncia, o seu significado original, e entre todas essas, uma das ideias mais populares é que o nome de Deus está na Bíblia hebraica, é um verbo que expressa os tempos do passado, presente e futuro de uma só vez. De acordo com essa interpretação, o nome Yahweh significa algo como aquele que é, que era, que é e que será.
Esta é uma ideia muito antiga, que pode voltar até lá na tradução da Septuaginta, grego-judaica, lá cerca de 200 a.C. e até no livro de Apocalipse, do século I d.C. Se fôssemos traduzir esta compreensão do nome de Deus para a linguagem da Física Quântica, nós poderíamos chamá-lo de superposição de todos os estados possíveis. Superposição de todos os estados possíveis. De fato, a mecânica quântica postula que as partículas ou ondas que aparentemente compõem o universo e nós, podem existir em todos os estados possíveis e de uma só vez, até que alguém realize uma medição.
Depois de medir a localização de uma partícula, ela colapsa. Ela colapsa em um único local específico. Talvez o nome de Deus, Yahweh, seja semelhante.
Ele comunica, transmite o ser Deus em todos os estados, dimensões e tempos, simultaneamente. E se você tentar definir o significado mais especificamente, você acaba reduzindo Deus a apenas um aspecto. Yahweh é muito mais do que isso.
Uma última teoria, somente para hoje, é que essas quatro letras são simplesmente o som da respiração. Yod, He, Vav, He.
O que uma criança faz quando nasce?
O que é necessário que ela faça quando ela nasce, quando ela leva, tradicionalmente, um tapinha?
Para que é aquilo? Para que ela respire ou para que ela diga o nome de Deus? Quando uma pessoa morre, qual é a última coisa que ela faz?
Ela respira pela última vez e expira ou ela simplesmente para de falar e pronunciar o nome de Deus?
Até a próxima.
Shalom aleichem










