Páscoa vs Pessach
As pessoas já ouviram todo tipo de coisa sobre a Páscoa. Alguns dizem que é pagã. Outros a defendem. Alguns dizem que substituiu a Páscoa judaica. Mas em algum momento você precisa parar e perguntar... o que as Escrituras realmente dizem?
Estou ciente das discussões sobre paganismo. E, honestamente, a maioria dos crentes já deveria saber que a ressurreição do nosso Messias não tem nada a ver com coelho, chocolate ou ovos coloridos. Então, se alguém está celebrando a Páscoa com tudo isso, precisa entender que está adorando Yeshua com uma tradição criada pelo homem, que não tem respaldo nas Escrituras.
Mas esse não é o foco deste texto. Prefiro falar sobre o momento certo e a obediência. Ouçam-me...
A Toráh dá uma ordem clara: celebrem a Páscoa como descrito em Êxodo 12. Yeshua não a cancelou. Ele a celebrou (Lucas 22:15). Ele lhe deu um significado mais profundo: Seu corpo, Seu sangue.
E em nenhum lugar das Escrituras somos instruídos a substituí-la por uma nova celebração anual. Essa parte deveria nos fazer refletir. Depois, há a questão da cronologia.
A maioria das pessoas aprendeu que a crucificação ocorre de sexta a domingo. Mas Yeshua disse que estaria no coração da terra três dias e três noites (Mateus 12:40). Isso não se encaixa.
Mas, seguindo o calendário bíblico, as coisas começam a fazer sentido:
- Páscoa, 14 de Nisã (Nisã = mês). Ele é crucificado e sepultado antes do pôr do sol.
- Em seguida, vem o primeiro dia da Festa dos Pães Ázimos (uma “festa” de 7 dias). O primeiro e o último dia são os Grandes Sábados (não são dias de trabalho comuns como o sábado semanal do sétimo dia).
- Depois, vem o sábado semanal.
Agora, os detalhes nos Evangelhos fazem sentido. As mulheres compraram especiarias depois de um sábado (Marcos 16:1), mas ainda descansaram em outro (Lucas 23:56). Dois sábados. Não apenas um. Crucificado na quarta-feira, por volta do pôr do sol, 3 dias e 3 noites completos antes de ressuscitar no sábado, também por volta do pôr do sol. E quando chegam cedo no primeiro dia da semana (domingo), o túmulo já está vazio.
Sim, a ressurreição é tudo. Ela confirma quem Ele é e o que Ele fez. Mas as Escrituras nunca nos dizem para substituir a Páscoa. Em vez disso, elas continuam nos apontando para o passado. Para o que Deus já havia estabelecido. Para o tempo determinado que sempre teve o propósito de apontar para o Messias, não para algo que nunca existiu nas Escrituras.
Pense e reflita se quer continuar no erro...
Shalom aleichem



