Livra-nos da vergonha...
A vida não é fácil, e até mesmo os crentes podem, às vezes, ser tentados a sentir raiva de Deus.
Por exemplo, podemos nos sentir decepcionados ou ressentidos quando coisas ruins acontecem conosco ou com aqueles que amamos, especialmente se oramos pedindo a intervenção e a ajuda de Deus a respeito do assunto.
Orações aparentemente não respondidas podem nos fazer sentir sozinhos e com medo do que está acontecendo conosco.
Podemos começar a duvidar se Deus realmente nos ouve. Mas devemos ter cuidado e buscar consolo e sabedoria para não nos tornarmos insensíveis por dentro...
Alguns de nós somos muitas vezes infelizes e nos sentimos vazios ao longo dos nossos dias.
Algumas pessoas vacilam na fé, afirmando, por um lado, que acreditam que Deus é fiel, enquanto, por outro, questionam por que Deus aparentemente as abandonou quando mais precisavam Dele.
Podem se perguntar por que, se Deus aparentemente não esteve presente em seus momentos de maior vulnerabilidade, como podem confiar que Ele estará presente em tempos difíceis no futuro?
Podemos falar muito bem sobre Deus e espiritualidade, mas falhamos em praticar seriamente a presença de Deus ao “esquecemos” que o Senhor é real, um “socorro bem presente na angústia”, e, portanto, “recaímos” no “murmúrio” do pensamento dos não crentes.
Ironicamente, muitos de nós somos orgulhosos e hipócritas.
Tendemos a evitar alguns pecados óbvios, mas secretamente abrigamos pecados ocultos como a inveja, rancor, medo, raiva, egoísmo, luxúria, gula, ganância e uma falta geral de caráter, de vergonha na cara.
Em resumo, não vivemos de acordo com os ideais ou princípios de Deus, da Toráh, de Yeshua, e em nossa “falência”, descobrimos, se formos honestos, a nossa grande necessidade de libertação de nós mesmos.
É então que descobrimos que Deus não nos abandonou, mas, ao contrário, nós o abandonamos ao nos entregarmos à raiva, à desesperança, ao desespero e à amargura.
A honestidade, porém, é essencial para a cura, como alguém já disse:
“Ninguém é salvo senão pela graça; mas há um pecado que torna a graça impossível, e esse é a desonestidade; e há uma coisa que Deus exigi para sempre e incondicionalmente, e essa é a honestidade”.
Devemos entregar nossa dor secreta a Deus, mesmo que não a compreendamos, e devemos persistir em libertá-la, mesmo que ela se recuse a desaparecer...
Nossos corações estão frequentemente aflitos; somos uma confusão de motivações mistas; somos fortes para sermos enfraquecidos, fracos para sermos fortes. Abençoamos e amaldiçoamos com a mesma boca.
Tg 3:10 De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.
E, no entanto, apesar de tudo isso, apesar de nossas contradições internas, da luta entre o “velho homem” e o “novo”, da casa dividida de nossas vidas, nossas tristezas presentes, nossos problemas, nossa vergonha, nossos medos, devemos nos suportar, devemos perseverar e jamais devemos abandonar a esperança no amor de Deus. Jamais.
Não devemos nos esconder da presença de Deus, nem fingir ser algo que não somos. Somos convidados a nos aproximar com confiança do trono da graça amorosa de Deus para receber ajuda em nossa hora de necessidade.
Hb 4:16 Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.
Jr 17:14 Cura-me, SENHOR, e sararei; salva-me, e serei salvo; porque tu [és] o meu louvor.
Ó Senhor, perdoa os nossos pecados e cura as nossas feridas, ou, ao menos, ajuda-nos a suportar o sofrimento com graça especial para que não nos distraiamos da verdade e da glória do Teu amor e Presença...
Não permitas que sejamos engolidos pela vergonha e pelo desespero!
Concede-nos força para permanecermos na Tua esperança, até o último dia, e para vigiarmos, a fim de termos o favor da mão pronta do Teu amor...
Ao caminharmos de um lugar para outro, de um momento para o outro, que seja de força em força!
Ajuda-nos a contemplar o Sol da Justiça que permeia o nosso caminho. Amém.
O nosso Pai celestial “vê em segredo”, e isso também significa que Ele pode e irá nos salvar de tudo o que está oculto dentro de nós e que ainda resiste ao Seu amor e ao Seu toque...
Esta é uma condição necessária para viver a fé.
Temos que confiar em Deus.
O poder de nos curar, mesmo quando parece que a cura não virá, mesmo quando ainda nos encontramos divididos, aflitos, envergonhados e ansiosos.
Precisamos crer que a ajuda de Deus está sempre presente para nós.
Sl 46:1 DEUS [é] o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
Deus vê o que Ele faz em nós, Sua obra secreta do “está consumado”, o efeito de Sua grande salvação em nossos corações, mesmo que no presente isso esteja oculto aos nossos próprios olhos...
Há aparência e há realidade; e somente Deus vê o que é, em última análise, real.
Precisamos confiar em Sua promessa de sermos transformados na Sua natureza divina, mesmo que hoje nos encontremos pecadores, necessitados e em ruínas...
Jó disse:
Jó 14:14 Morrendo o homem, [porventura tornará a] viver? Todos os dias de meu combate esperaria, até que viesse a minha mudança.
Portanto, não desistam.
Rm 8:24 Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como também o esperará?
Rm 8:25 Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.
Fomos salvos pela esperança, essa mesma esperança existe para nós, hoje.
Creiam para ver!
Shalom aleichem


