A Festa de Shavuot
Pentecostes
A quinta-feira, 21 de maio, marca o tão aguardado fim dos 49 dias de contagem do ômer e, portanto, o dia seguinte (ao pôr do sol) começa o “Jubileu” de Shavuot, as “Semanas” ou “Pentecostes”.
Observe que a Toráh nos instruiu a contar a partir do dia seguinte à Páscoa, 16 de Nisan, exatamente sete semanas, até 5 de Sivan, de 23 de abril a 10 de junho.
Lv 23:15 Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão.
Lv 23:16 Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinquenta dias; então oferecereis nova oferta de alimentos ao SENHOR.
No 50º dia, 6 de Sivan, uma celebração especial deveria ser observada.
Esta “contagem regressiva” anual relembra tanto o período entre a Páscoa e a revelação no Sinai, quanto a vinda do Espírito do Santo aos discípulos de Yeshua em Jerusalém.
At 2:1 E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar;
At 2:2 E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente [e] impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
At 2:3 E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
At 2:4 E todos foram cheios do Espírito do Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.
Segundo os sábios, a festa de Shavuot marca o ápice da experiência da redenção, por vezes chamada de “Atzeret Pesach” (עֲצֶרֶת פֶּסַח), “a conclusão” da Páscoa.
Visto que o Êxodo do Egito tinha como objetivo conduzir à revelação dada no Sinai, a meta da Páscoa era a entrega da Toráh ao povo hebreu.
Em outras palavras, o SENHOR tirou os hebreus do Egito para que fossem o Seu povo escolhido, santo e separado das culturas pagãs ao seu redor, vivendo à luz da grande revelação.
De fato, todas as festas do calendário bíblico estão ligadas a este evento, incluindo as festas de outono de Yom Teruáh, Yom Kipur e Sucot.
Durante esse período, era costume que os jovens adultos se comprometam novamente com a Toráh e renovassem sua decisão de viver como crentes fiéis.
Além das “cerimônias de confirmação” formais realizadas nas sinagogas, alguns outros costumes de Shavuot incluem decorar a casa e a sinagoga com folhagens, comer laticínios e doces, como amostras do “leite e mel” da terra prometida, e passar a noite inteira acordado para ler trechos da Toráh.
A tradição ensina que em cada geração cada pessoa deve se considerar como tendo recebido pessoalmente a Toráh no Sinai.
O Livro de Rute (מגילת רות) — uma bela história sobre o amor redentor de Deus — é tradicionalmente lido em Shavuot.
Como Goel (parente-redentor), Boaz era um homem rico da tribo de Judá (Belém) que se casou com uma noiva gentia.
O nome Boaz significa “Nele está a força”, uma figura de Yeshua, o Messias, seu Descendente maior, que também resgatou para si uma noiva dentre as nações.
Uma das razoes que o Livro de Rute é lido é porque os eventos narrados ocorreram durante a época da colheita da primavera (ligando-o ao aspecto agrícola de Shavuot), e Rute é uma representação da aceitação voluntária de um estilo de vida hebreu.
A festa de Shavuot é uma das “shalosh regalim” (três grandes “festas de peregrinação) ordenadas na Toráh.
Dt 16:16 Três vezes no ano todo o homem entre ti aparecerá perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher, na festa dos [pães] ázimos, e na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos; porém não aparecerá vazio perante o SENHOR;
Essas três santas convocações revelam uma profunda verdade espiritual para os seguidores de Yeshua.
Deus não queria que perdêssemos o significado desta festa, pois ela expressa a liberdade e a verdade da Aliança Renovada de Sião.
Da minha família para vocês:
Shavuot Sameach - “Feliz Shavuot!” Que este feriado seja abençoado com a graça de Deus. Que seja um tempo de renovação e grande alegria em suas vidas...
Shalom aleichem



